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"No Brasil
há alimentos suficientes para alimentar toda a população. Apesar disso, 29% das pessoas estão abaixo da linha da pobreza e
apresentam deficiência alimentar" |

Embora sejam produzidos mais alimentos do que o necessário para
atender às necessidades da população mundial, ao menos 800 milhões de pessoas passam fome ou não se alimentam devidamente.
Desse total, 95% estão em países com desenvolvimento, a maioria na Ásia e na África.
De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano
de 2003, o Brasil é um dos poucos países da América Latina e da Ásia que apresenta redução significativa da pobreza: o Índice
de Pobreza Humana (IPH) diminuiu de 15,8%, em 1999, para 11,4% em 2003. O país também aparece como parâmetro de desigualdade
e concentração de renda. Por exemplo, os 10% dos domicílios mais ricos têm renda 70 vezes maior que os 10% dos mais pobres.
Um bilhão e duzentos milhões de pessoas sobrevivem
com menos do que o equivalente a $ 1,00 (paridade do poder de compra, que elimina a diferença de preços entre os países) -
PPC por dia. Mas tal situação já começou a mudar em pelo menos 43 países, cujos povos somam 60% da população mundial. Nesses
lugares há avanços rumo à meta de, até 2015, reduzir pela metade o número de pessoas que ganham quase nada e que - por falta
de emprego e renda - não consomem e passam fome.
Metas |
Indicadores |
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1. Reduzir pela metade, até 2015, a proporção
da população com renda inferior a um dólar por dia |
1. Proporção da população que ganha menos de um
dólar por dia
2. Índice de hiato de pobreza (incidência x grau
de pobreza)
3. Participação dos 20% mais pobres da população
na renda ou no consumo nacional |
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4. Prevalência de crianças (com menos de 5 anos)
abaixo do peso
5. Proporção da população que não atinge o nível
mínimo de crescimento dietético de calorias |
O que fazer
·
Estimular
a agricultura familiar e comunitária de subsistência;
·
Combater
a fome em regiões metropolitanas e rurais, através de iniciativas de voluntariado, distribuição e capacitação de mão-de-obra
na elaboração de alimentos básicos;
·
Incentivar
programas de apoio à merenda escolar e educação alimentar;
·
Ensinar
organizações sociais e famílias a aproveitarem melhor os alimentos, evitando o desperdício;
·
Apoiar
a geração alternativa de renda, através de estruturação de cooperativas e aproveitamento da produção em suas atividades e
suporte na comercialização de excedente;
· Apoiar programas de educação, capacitação e inclusão digital de crianças e jovens para
futura inserção no mercado de trabalho.
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